Chegamos a Guarapuava para atender empreendedores de negócios de micro e pequeno porte

As dificuldades de acesso a crédito, bastante conhecidas entre empreendedores e famílias de baixa renda, acentuaram-se durante a pandemia do novo coronavírus. Na contramão desse movimento, o Banco da Família, que já atua nas regiões de União da Vitória e Irati, chega em novembro a Guarapuava e aos municípios vizinhos. Fundada há 22 anos, a instituição tem clientes em 138 municípios dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná e já concedeu mais de R$ 916 milhões em crédito em pouco mais de 324 mil operações, números que a consolidam como a maior do setor de microfinanças no Sul. Além de Guarapuava, a nova operação vai atender os municípios de Campina do Simão, Candói, Cantagalo, Foz do Jordão, Goioxim, Guamiranga, Inácio Martins, Pinhão, Prudentópolis, Reserva do Iguaçu e Turvo, área com uma população estimada em pouco mais de 350 mil habitantes. O trabalho da instituição se dá principalmente pela ação dos agentes de crédito, profissionais que buscam criar relacionamento com a população para conhecer suas necessidades e oferecer crédito para quem empreende um pequeno negócio, precisa fazer uma reforma ou até construir uma casa. “Atuamos há 22 anos para transformar a vida da população que mais necessita de apoio. Trabalhamos para incentivar o empreendedorismo com o foco voltado para os pequenos negócios, sempre fomentando a economia local”, diz Isabel Baggio, presidente da instituição. Mais informações: (42) 9151-7575 (WhatsApp)

2º Edição do Prêmio ODS SC reconhecerá iniciativas que atuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Estado

O anúncio dos projetos vencedores será realizado no dia 12 de novembro, às 16h, no canal do YouTube do Movimento ODS SC. O Prêmio ODS Santa Catarina, iniciativa do Movimento Nacional ODS Santa Catarina, consiste no reconhecimento de ações desenvolvidas por seus Signatários que contribuíram com as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O Prêmio busca disseminar ações realizadas pelos signatários do Movimento, ampliando o engajamento de pessoas e organizações, que atuam com os ODS no estado e o aumento das parcerias entre o Movimento, seus signatários, agências da ONU e governos no desenvolvimento de projetos. Anúncio dos vencedores Nesta segunda edição, foram 110 projetos inscritos, sendo 77 deles classificados para a segunda etapa. No dia 28 de outubro, foram anunciados os 18 finalistas, três em cada uma das seguintes categorias: empresas, instituição de ensino, organização de classe, organização da sociedade civil, poder público e pessoa física. No dia 12 de novembro, às 16, no canal do YouTube do Movimento ODS SC serão divulgados os vencedores de cada categoria. Realização O Prêmio ODS Santa Catarina é uma realização do Movimento ODS Santa Catarina e tem o patrocínio do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Engie Brasil Energia e Embraed – Empresa Brasileira de Edificações. Além disso, conta com o apoio da Bússola Social, Comunidade B Santa Catarina, EventMinig, Live TV, SB+Eventos e Rede Brasil do Pacto Global. Sobre o Movimento ODS SC O Movimento Nacional ODS Santa Catarina é um movimento social constituído por voluntários, de caráter apartidário, plural e ecumênico, com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade catarinense. Atualmente conta com mais de 600 signatários, representados por Pessoas Físicas, Organizações de Classe, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino, Empresas e Poder Público em 62 municípios, articulados em 11 comitês locais. Visa cumprir com os compromissos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pelos países membros da ONU durante sua 70ª Assembleia Geral realizada em setembro de 2015, em Nova York. Conheça os finalistas do Prêmio ODS SC 2020 Categoria Empresas, os finalistas são: Enercan – Campos Novos Energia, com o case Projeto de Recuperação de Nascentes Grupo Nexxera, com o case Conexxão Jovem Moeda Verde App, com o case Moeda Verde   Categoria Instituição de Ensino, os finalistas são: Colégio Marista Criciúma, com o case toda lei deve ser cumprida. Autista também tem preferência Fundação Universidade do Sul de SC – Unisul, com o case Meninas na Ciência IFSC Gaspar, com o case Formação continuada de professores para a inclusão e redução das desigualdades sociais   Categoria Organização de Classe Associação Empresarial de Criciúma, com o case Prêmio ACIC de Matemática Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina, com o case Fundamentos para as cidades 2030 SESC Santa Catarina, com o case Programa Mesa Brasil SESC   Categoria Organização da Sociedade Civil Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Família – Banco da Família, com o case BF Saneamento Associação Engenheiros Sem Fronteiras ­ Núcleo Joinville, com o case Caminho Curto Centro de Integração Empresa Escola de SC, com o case Programa CIEE Aprendiz – Socioaprendizagem   Categoria Poder Público Fundação do Meio Ambiente de Criciúma – FAMCRI, com o case Eco consciencialização: Implantação da coleta seletiva nas escolas do município de Criciúma. Prefeitura de Itajaí, com o case Aplicativo Conecta.í Secretaria Municipal de Educação de Blumenau, com o case Programa Bandas e Fanfarras   Categoria Pessoa Física Lutz Michaelis, com o case Plant-for-the-Planet – Árvores para Justiça Climática: “Pare de falar e comece a plantar!” Marco Antônio Friedrichsen, com o case Sistema ODS 14 Floripa Melissa Figueira Fagundes, com o case Abertura de Dados com FrictionlessData  

Banco da Família faz parceria com o Clube de Mão de Obra, plataforma de conexão para serviços na construção civil

O Banco da Família fechou uma parceria com o Clube de Mão de Obra, uma startup que conecta profissionais autônomos com quem precisa de serviços na construção civil. Com a parceria, profissionais e clientes cadastrados na plataforma terão acesso facilitado a linhas de crédito. O Clube de Mão de Obra tem cadastrados mais de 150 profissionais que atuam em 72 áreas profissionais, incluindo pedreiros, instaladores, eletricistas, chaveiros, pintores, marceneiros, engenheiros e arquitetos, entre outros, além de 10 lojas de materiais de construção. Segundo a fundadora da startup, Márcia Santos, o impulso ao empreendedorismo passa pelo crédito, mas muitas vezes profissionais liberais ou empreendedores de micronegocios acabam esbarrando em exigências que inviabilizam a sustentabilidade das empresas. Fundado em Florianópolis, o Clube de Mão de Obra tem profissionais cadastrados em Joinville e Jaraguá do Sul, além de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Por meio de um aplicativo, os interessados têm acesso aos serviços de diversos profissionais autônomos. Todos os cadastrados recebem treinamentos em áreas específicas, incluindo gestão e atendimento. O Banco da Família é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com cerca de 21 mil clientes ativos, em geral pequenos negócios, formais e informais. A história da instituição começou em 1998, com a fundação do Banco da Mulher, numa iniciativa da Câmara da Mulher Empresária, da Associação Comercial e Industrial de Lages (ACIL), Santa Catarina, após constatação que grande parte dos micro e pequenos negócios da região era liderado por mulheres.

Parceria amplia oferta de crédito a empresas gaúchas

O Banco da Família firma parceria com a Federasul, entidade que reúne 158 associações empresariais do Estado. O acordo vai ampliar a oferta de linhas de crédito em condições diferenciadas a empresas e pessoas físicas no Rio Grande do Sul. Chegamos ao estado em 2005 e já atuamos em 28 cidades gaúchas, sempre com foco no estímulo ao empreendedorismo e no atendimento a pessoas físicas que enfrentam dificuldades de acesso a crédito. “Nossa organização nasceu há mais de duas décadas para auxiliar pessoas desbancarizadas e empreendedores de negócios de micro e pequeno porte. Desde então ampliamos a área de atuação e lançamos diversos produtos, mas sempre mantivemos esse propósito”, diz Isabel Baggio, presidente da instituição. Pela parceria entre a Federasul e o Banco da Família, nossos agentes de crédito poderão atuar na sede de associações comerciais parceiras e oferecer para a comunidade produtos como linhas de crédito para reforma ou construção, saneamento básico, empreendedorismo, para formais ou informais, entre outros. Também será oferecida uma linha de crédito – o BF Coopera – exclusiva para as empresas filiadas à associação parceira. Uma terceira opção serão empréstimos oferecidos pelas empresas a seus colaboradores, com desconto em folha e condições diferenciadas para atender as necessidades financeiras sem comprometer a viabilidade da empresa. “Desde sempre – e ainda mais agora, na pandemia – buscamos promover o desenvolvimento econômico e promover impacto social nas regiões onde atuamos. Os produtos dessa parceria geram novos negócios e possibilitam aos empresários apoiar seus colaboradores, retendo talentos e melhorando o clima organizacional”, diz Isabel Baggio.

Banco da Família expande atuação no Paraná e chega a Irati e região

Nova operação no Estado atenderá também municípios de Mallet, Rebouças e Rio Azul Maior instituição de microfinanças do sul do Brasil, o Banco da Família começa a atuar a partir de setembro também na cidade de Irati (PR), oferecendo crédito para quem quer empreender, construir a casa própria, melhorar as instalações sanitárias ou mesmo para quem precisa de recursos para financiar despesas extras, como tratamento de saúde ou gastos com estudos. Esta será a segunda operação do Banco da Família no Paraná, já que desde 2018 a instituição tem uma agência em União da Vitória. A operação de Irati vai atender ainda às cidades vizinhas de Mallet, Rebouças e Rio Azul. O município tem 1,7 mil empresas, sendo 70% delas de pequeno porte. “Irati tem um perfil que encaixa no modelo de negócio do Banco da Família, que tem em seu DNA a vocação para apoiar a geração de renda das famílias. Será mais um passo na estratégia de expansão no Paraná, que começou por União da Vitória e em breve será ampliada para outras cidades”, diz Isabel Baggio, fundadora e presidente do Banco da Família. A operação irá começar de forma remota, com os agentes de crédito atuando diretamente junto aos clientes, por meio de atendimento direto e humanizado. “Nossos agentes já tem um relacionamento nas comunidades e criam vínculo com os clientes, diferente dos modelos tradicionais das instituições de crédito, que são mais impessoais”, observa Isabel. Mais informações: (42) 9151-7575 (WhatsApp) ou 0800 648 4444

Produtores da Serra: um caso de amor próprio

A família reunida, a mesa posta. Dentre os alimentos compartilhados por essas pessoas, alguns feitos ali mesmo, nas casas onde habitam ou no sítio que guarda tradições seculares. A cena tão comum na Serra Catarinense não raras vezes sai da mesa familiar para ser exposta e comercializada em quiosques, mercados e feiras. Mais do que saciar a fome, estes produtos representam uma sabedoria passada de geração em geração que reúne tradição e sustentabilidade. Uma vocação regional geradora de renda. Queijos, mel e geleias, sucos, embutidos, bolachas. Iguarias transformadas em pequenos negócios. Nada mais natural que o Banco da Família, nascido para desenvolver micronegócios e fomentar a geração de renda, esteja lado a lado com esta iniciativa. Trata-se do mesmo DNA. Do mesmo modo de enxergar o mundo. E assim fez-se o projeto Produtores da Serra, para apoiar a comercialização, divulgação e valorização de produtos locais através da união entre produtores, Banco da Família e parceiros privados. Os primeiros produtores selecionados já estão sendo beneficiados com uma estratégia de venda. O selo Produtores da Serra no supermercado Martendal identifica e valoriza os produtos pioneiros da iniciativa: o Salame LingMone, os Doces Artesanais da Marina, o Queijo Coxilha Rica, os Sucos Selestino ( rosé, tinto e branco) e Sítio Aiki (tinto) e o Mel Silvestre e o Mel de Bracatinga dos Apiários São Brás e também Keylex. Convidamos a todos para conhecer e apoiar o projeto Produtores da Serra. Acompanhe nossas publicações, visite o supermercado Martendal e procure o selo que identifica os produtos. Em cada um deles, uma história que guarda a nossa cultura, o nosso jeito de ser e as nossas tradições. Além disso, impulsiona a economia local e promove o desenvolvimento sustentável. Ao levar para casa um alimento feito com tanto carinho, você vai nutrir corpo e alma. Apoiar nossos produtores é mais do que economia e desenvolvimento: é um caso de amor próprio.

Pandemia reduz renda de 70% dos negócios informais, apura o Banco da Família

A crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus impactou de forma profunda os negócios informais, segundo pesquisa do Banco da Família (BF), a maior instituição de microfinanças da Região Sul. Pesquisa feita junto a 220 clientes do BF em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná apurou que 70,5% dos negócios informais tiveram dificuldades para manter as contas em dia e 64,8% não receberam qualquer ajuda do governo. Essas famílias não conseguiram acesso nem ao auxílio emergencial que teriam direito por terem apenas negócio informal. SC registra o número mais alto de casos ativos de coronavírus; veja as cidades com mais pacientes Dos que precisaram de crédito, quase 80% recorreram ao Banco da Família. A queda de renda levou 20% a mudar o perfil do negócio, a incluir atividades que não desenvolviam antes da crise. Dos entrevistados, 12% perderam a principal fonte de renda. Entre os entrevistados, 67,8% revelaram que tiveram perdas elevadas de renda. A pesquisa junto aos clientes ajudou o Banco da Família, a definir como atuaria para atender o seu público, explicou a fundadora e presidente da instituição, empresária Isabel Baggio. Segundo ela, o momento mais difícil foi abril, quando o novo coronavírus trouxe muita incerteza e retração nas operações. O caminho foi ficar ao lado dos clientes e fazer adaptações, com destaque para a oferta de renegociação de débitos. O Banco da Família, que nasceu voltado ao microcrédito produtivo inspirado no modelo de Mohamed Yunus, de Bangladesh, atua há mais de 21 anos. Se caracteriza pelo trabalho do agente de crédito, que vai porta a porta assessorar nos projetos de investimentos e auxiliar em decisões para outras obras importantes a famílias que não têm acesso a bancos formais. Além de financiar negócios, o banco passou a oferecer crédito para reformas habitacionais e até para a compra da casa própria. Conta com 20 mil clientes ativos em 128 municípios e já emprestou R$ 886 milhões em 318 mil operações de crédito. Conforme Isabel Baggio, com a chegada da pandemia, quando a instituição percebeu que haveria atraso no pagamento de prestações, se antecipou, criou um comitê de crise para melhorar as condições de pagamento. Passados mais de três meses do início do problema, agora foi transformado em comitê da retomada.

Campanha serrana Juntos+Fortes é apresentada por entidades regionais

Uma ação propositiva voltada a melhora da autoestima e a retomada das atividades abrangendo todos os setores da economia. Este é o foco da campanha Juntos+Fortes, que envolverá as iniciativas públicas e privadas nos 18 municípios da Serra Catarinense. A proposta da campanha vinha sendo amadurecida desde março pelo setor de comunicação da Amures com respaldo dos prefeitos. E há duas semanas foi formado um grupo de trabalho com entidades como Acil, CDL, Cisama, Sebrae, Uniplac, Fórum das entidades, Conserra, Credicomin, Banco da Família, Sesc, Sesi, Senai, Prefeitura de Lages, Garden Shopping, Gered/Lages, Arteris e dentre outras instituições, consórcios públicos para planejar as ações a serem desenvolvidas nos municípios. O secretário executivo da Amures Walter Manfroi, explicou na reunião do grupo de trabalho na manhã desta segunda-feira (20), que a campanha não é da Amures, mas de todas as instituições. “Estamos num momento crítico, mas sabemos que isso vai passar e esta campanha busca fortalecer a região, pois somos os protagonistas das mudanças que ainda virão”, explicou. Uma das primeiras propostas da campanha foi a criação da música Juntos+Fortes, de autoria do compositor e produtor Antônio Lugon. Em seguida foi produzido um vídeo em estúdio com músicos dos 18 municípios. Foi criado também, uma identidade visual que passará a ser usada em todas as peças da campanha. O grupo de trabalho vai desenvolver a partir desta semana, uma exposição virtual dos pontos turísticos da Serra Catarinense com objetivo de incentivar as pessoas a ficarem em casa, enquanto durar as restrições pela covid-19. A proposta é que a campanha promova reações proativas em setores como indústria, comércio, turismo, serviços e nos agronegócios como um todo. Ela buscará ainda, o apoio dos veículos de comunicação de massa, mídias e redes sociais. As mensagens da campanha Juntos+Fortes terão um cunho sempre de otimismo com sentimento de segurança às pessoas e visitantes que transitam pela região.

Em meio à estiagem, Banco da Família oferta crédito para compra de reservatórios de água

A estiagem causada pela falta de chuvas em Santa Catarina já deixa mais da metade dos municípios com problemas no abastecimento de água. Dos 295 municípios catarinenses, 167 estão com problemas no abastecimento urbano, mais de 60 já decretaram situação de emergência e o déficit de chuvas chega a 600 milímetros desde o ano passado, segundo dados do Governo do Estado. Quem não tem caixas d’água ou qualquer tipo de reservatório doméstico, acaba sendo mais penalizado. Para apoiar esses consumidores, o Banco da Família criou uma campanha para divulgar o BF Saneamento, uma linha de crédito específica para construção ou reforma de instalações hidráulicas e sanitárias, instalação de caixas d’água, ligação com rede de água e esgoto, sistema de captação e drenagem de água, e até construção ou reforma de banheiro. O prazo de financiamento é de até 36 meses e o valor do empréstimo varia de R$ 500 a R$ 10 mil “Com o dinheiro, as famílias podem ter melhores condições de saneamento básico, higiene e acesso à água limpa. São itens essenciais para prevenir doenças e enfrentar melhor a escassez de água causada pela estiagem”, disse a presidente do Banco da Família, Isabel Baggio. O Banco da Família possui pontos de atendimento em mais de 120 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. O contato com os agentes de crédito pode ser feito pelo número 0800 648 4444.

A importância de proteger os pequenos negócios, por Isabel Baggio

Os especialistas vão levar anos para conhecer com exatidão o impacto da pandemia do Coronavírus sobre a economia brasileira. Já se sabe, no entanto, que o necessário isolamento social impactou diretamente e de forma severa um número gigantesco de pessoas – e que entre os mais prejudicados estão os 45 milhões de brasileiros desbancarizados (dado de pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em 2019) e outros tantos autônomos e empreendedores de micro empresas formais ou informais. Nesse contexto, as instituições de microfinanças ganham ainda mais importância, principalmente por estarem habituadas a trabalhar naquela que os especialistas chamam de “base da pirâmide”. Mas, veja bem: para um profissional e uma empresa acostumados a atuarem junto a esse público, a “base da pirâmide” está longe de ser apenas um conceito sociológico. Os integrantes do que alguns chamam simplesmente de Classe D, de forma impessoal, têm rosto, história, são Joãos, Marias, Josés, têm nome e sobrenome e precisam de apoio. Por isso é essencial olhar para essas pessoas e buscar formas de apoiá-las, o que exige ousadia e criatividade para oferecer condições para que muitos brasileiros sigam empreendendo. Os recursos liberados de forma emergencial pelo Governo Federal são suficientes apenas para a subsistência. Então há necessidade de ações complementares que mantenham o mercado minimamente aquecido. Mas daqui a algum tempo, quando retomarmos certa normalidade, o apoio terá de ser ainda maior, já que os pequenos empresários são responsáveis pela geração de milhões de empregos e o sustento de incontáveis famílias. A situação é ainda mais preocupante porque pesquisa recente do Sebrae mostra que a situação já era negativa para muitos empreendedores. De um universo estimado de 17,2 milhões de pequenos negócios, mais de 73% afirmam que a situação financeira era razoável ou ruim já antes da crise. A pandemia do Coronavírus fez 58,9% dos empresários interromperem suas atividades. A bem da verdade, parece mesmo impossível medir com exatidão o impacto da Covid-19 na vida dos brasileiros. Mas não podemos, de forma alguma, ficar paralisados. É preciso agir rápido e é nesse momento que o microcrédito pode fazer a diferença. Com programas e incentivos que vão de empréstimos a juro zero até acesso facilitado ao crédito, essas instituições conhecem bem o público que está na base de pirâmide e podem identificar de forma mais rápida e precisa situações críticas, salvando milhares de micronegócios e protegendo a renda de inúmeras famílias. Por Isabel Baggio, presidente do Banco da Família